Castro da Cárcoda

O Castro da Cárcoda situa-se a cerca e 2 Km da povoação de Carvalhais, em plena Serra da Arada, a 610 m de altitude.
Foi objecto de várias campanhas de escavação, as primeiras em 1954/55, e as segundas entre 1975/79, as terceiras em 1997/98 e as últimas em 2001/02.
Os vestígios aí encontrados indicam uma fundação por alturas do Bronze Final e uma sobrevivência até à época Romana. O seu apogeu situa-se, sem dúvida, na idade do Ferro/Época Romana, altura em que o povoado sofreu grande desenvolvimento. Muito do que se conhece sobre esta importante estação arqueológica deve-se a umas escavações que ali realizou M. Correia Tavares, devidamente autorizado pela Junta Nacional de Educação e sob orientação do Sr. Dr. J. M. Bairrão Oleiro, vogal da mesma Junta.
Por esses estudos e pela extensão do castro se pode afirmar que foi numerosa a população que ali habitava. O castro assenta a 2 km ao norte de Carvalhais, no Outeiro da Cárcoda, de onde lhe vem o nome. Quanto ao significado do topónimo Cárcoda. Cárcoda e Cárcoa são deturpações de Cárcova ou Carcova. Ora Carcova significa «passagem encoberta nas antigas fortificações». Santa Rosa de Viterbo esclarece, afirmando ser «porta falsa, ou caminho encoberto».
Ligada ao topónimo anda uma lenda a qual diz que, no cimo do outeiro da Cárcoda, há uma mina – mina do bode – que guarda preciosas peças de oiro, ali escondidas pelos desconfiados moiros. Mas que estão defendidas por um dragão em forma de bode e que o esconderijo está fechado por uma misteriosa porta que só girará com rezas do popular livro S. Cipriano. O povo, que tem transportado de geração para geração, o termo Cárcoda e a lenda, não sabe hoje o eu significado, ignorando, portanto, por que os seus antepassados assim alcunharão o morro. É estranho, que naqueles montes maninhos, apareça um oiteiro com nome erudito, quando todos os outros ostentam topónimos de fácil e natural explicação. Como na Cárcoda houve muralhas e portas é possível que, há séculos atrás, existisse ainda visível qualquer «passagem» disfarçada e, daí, o verdadeiro nome. Depois, de pouco a pouco o povo se encarregou de fabricar a lenda, metendo-lhe o maravilhoso, tanto do seu agrado, dos tesouros encantados, dos moiros e dos génios... É pois a explicação que se pode encontrar para o topónimo Cárcoda ou Cárcoa. O outeiro onde se encontra o castro é cercado pelos ribeiros de Galinhela e do Salgueiro e, a noroeste, por um fosso aberto na rocha. Há vestígios de muralhas com aparelho helicoidal que se podem seguir por mais de 630 metros. Estão já a descoberto umas 25 casas. Algumas de planta circular e outras quadrangular. Uma delas tem de diâmetro 4m, 90 e outra de altura 2m,4, constituindo, no género, uma das ruínas em melhor estado de conservação no nosso país. Poderá haver soterradas centenas de casas. Apareceram durante os trabalhos de escavações, moinhos manuais, pias, grande quantidade de jorra de ferro, utensílios em ferro muito oxidados, moedas romanas, fíbulas de bronze, pedaços de vidro, tégulas, ímbrices, pesos de tear, cossoiros, muitos fragmentos de variada cerâmica doméstica e terra sigillata . Acerca de uns fragmentos de cerâmica pintada o ilustre arqueólogo Sr. Dr. Beirão Oleiro julga que eles são «de tipo ibérico» o que «bastará para tornar a estação digna de maior importância». Guardámos uma inscrição romana, bastante mutilada e que foi encontrada entre as pedras das casas desmoronadas. A uns 500 metros do castro, na quinta das roçadas, apareceu uma víria de ouro. A Cárcoda terá sido habitada, pelo menos, até ao século III depois de Cristo e existem também elementos onde se constata que, nestes primeiros séculos, os romanos ali exerceram a sua influência. M. Correia de Tavares referiu estar convencido que a Cárcoda só se despovoou, totalmente, depois da invasão dos bárbaros.

Igreja Paroquial de Carvalhais

Além da igreja matriz de Carvalhais, a freguesia tem também a igreja matriz de Candal.
A freguesia também tem espalhadas pelos povoados diversas capelas. Nestas destaca-se a de Nª Srª das Chãs por ser a mais antiga, e a mais devota ao culto. Refira-se que existe missa na capela todos os domingos, às 09.30h Depois das igrejas a freguesia é a capela de N.ª Senhora das Chãs o lugar onde, nesta freguesia, se pratica mais intensamente o Culto. Contribui para esse facto a sua situação geográfica, a devoção que os crentes têm pela imagem de Nª Senhora das Chãs, a sua antiguidade e irmandade e a sua festividade religiosa, que se realiza a 15 de Agosto. Não se sabe muito bem a data exacta em que o povo de Sá, que ainda hoje tanto orgulho sente em cuidar e embelezar a ermida, ali a ergueu e abriu ao culto. O pároco, em 1758 informava que «tem Irmandade e fica, fora do povoado, perto do lugar de Sá e sua fábrica pertence ao povo.» Mas já o autor do livro Santuário Mariano, em 1716 lhe dedicava umas páginas informando que: “Esta casa da Senhora ainda que não parece muito antiga, a Imagem da Senhora, que nela é venerada, o parece. O que é certo que nenhum dos velhos mais antigos se lem­bra da sua fundação, nem sabe dizer nada da sua anti­guidade. . . …O motivo que tiveram (para a sua construção) dizem, fora por lhes ficar a Paróquia muito distante...” Devia ter sido aquela reconstrução que lhe introduziu o pequeno, mas bem trabalhado, altar em estilo barroco do século XVII, que, no século XIX, aquando doutra ampliação foi, por velhinho e carunchoso, substituído pelo actual e tirado do seu lugar de a1tar-mor. Esse velhinho altar (que se vê na foto ao lado), cujas colunas torcidas têm, como tema de ornamentação, uvas e parras encontra-se na sacristia. Sobre ele está um quadro antigo representando a Santa Face. Na sacristia existe ainda um antigo móvel, no qual se guarda um velho missal de 1570. Outras capelas: Capela da Nª Srª das Chãs, em Sá Capela da Nª Srª dos Passos (junto à igreja matriz) Capela Nª Srª da Conceição em Ribas. Capela, Coelheira Candal

Capelas e Igrejas

Além da igreja matriz de carvalhais a freguesia tem a igreja de Candal.
Pelos povoados existem também diversas capelas.

Capela de Nª Srª Das Chãs

Nestas destaca-se a de Nª Srª das Chãs por ser a mais antiga, e a mais devota ao culto. Refira-se que existe missa na capela todos os domingos, às 09.30h Depois da igreja é a capela de N.ª Senhora das Chãs o lugar onde, nesta freguesia, se pratica mais intensamente o Cu1to. Contribui para esse facto a sua situação geográfica, a devoção que os crentes têm pela imagem de Nª Senhora das Chãs, a sua antiguidade e irmandade e a sua festividade religiosa, que se realiza a 15 de Agosto. Não se sabe muito bem a data exacta em que o povo de Sá, que ainda hoje tanto orgulho sente em cuidar e embelezar a ermida, ali a ergueu e abriu ao culto. O pároco, em 1758 informava que «tem Irmandade e fica, fora do povoado, perto do lugar de Sá e sua fábrica pertence ao povo.»
Mas já o autor do livro Santuário Mariano, em 1716 lhe dedicava umas páginas informando que:
“Esta casa da Senhora ainda que não parece muito antiga, a Imagem da Senhora, que nela é venerada, o parece. O que é certo que nenhum dos velhos mais antigos se lem­bra da sua fundação, nem sabe dizer nada da sua anti­guidade. . .
…O motivo que tiveram (para a sua construção) dizem, fora por lhes ficar a Paróquia muito distante...”
Devia ter sido aquela reconstrução que lhe introduziu o pequeno, mas bem trabalhado, altar em estilo barroco do século XVII, que, no século XIX, aquando doutra ampliação foi, por velhinho e carunchoso, substituído pelo actual e tirado do seu lugar de a1tar-mor.
Esse velhinho altar, cujas colunas torcidas têm, como tema de ornamentação, uvas e parras encontra-se na sacristia. Sobre ele está um quadro antigo representando a Santa Face. Na sacristia existe ainda um antigo móvel, no qual se guarda um velho missal de 1570.

Capela de Nº Senhor dos Passos

A capela do Sr. dos Passos fica situada no topo norte do adro. Se olharmos o seu frontespício, podemos verificar que esta foi mandada edificar por D. Bárbara Luiza Pereira - em 1875, sendo assim podemos concluir que a capela tem cerca de 127 anos. D. Bárbara Pereira era sobrinha e nora do Conselheiro Manuel Pereira, das Barbas e terá vivido e enriquecido em Macau. Esta senhora deu o dinheiro para a obra, sendo a construção dirigida e executada pelo Padre António de Sousa Pinto.
A capela tal como está hoje (com coro, sacristia e altar ) é quase a mesma de 1875. Contudo em 1884 e 1888 foi ampliado e reconstruído o altar mor, bem como a sacristia, como se pode verificar nos livros da irmandade. A sua fábrica pertence ao povo. Na capela festeja-se Nosso Senhor dos Passos, todos os anos, no Domingo da Paixão, por mordomia eleita anualmente.